2026 chegou: por que o Simples Nacional precisa de planejamento tributário estratégico diante da nova tributação de lucros
- Bruna Silva
- 20 de jan.
- 2 min de leitura
Por muitos anos, o empresário brasileiro operou sob uma regra simples e segura: o lucro já tributado na empresa não seria novamente tributado quando transferido para o sócio. Essa lógica sustentou o crescimento de milhares de empresas, especialmente as optantes pelo Simples Nacional.
A partir de 2026, esse cenário muda.
Com a publicação da Lei nº 15.270/2025, foi criada a chamada tributação das altas rendas, alterando profundamente a forma como lucros e dividendos passam a ser tratados no Brasil.
O que muda na prática
A nova lei determina que:
sempre que uma pessoa física receber mais de R$ 50 mil por mês em lucros e dividendos de uma mesma empresa, haverá retenção de 10% de Imposto de Renda;
se os rendimentos anuais ultrapassarem R$ 600 mil, poderá incidir uma tributação mínima adicional no ajuste anual.
Na prática: valores que antes eram isentos passam a sofrer tributação direta.
O impacto sobre empresas do Simples Nacional
A Receita Federal já sinalizou que pretende aplicar essa nova sistemática também às empresas do Simples Nacional a partir de janeiro de 2026.
Esse ponto exige atenção.
O Simples não é apenas uma forma de cálculo de imposto, ele foi criado para oferecer tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas, com proteção legal específica e regras próprias, inclusive quanto à distribuição de lucros.
Essa mudança cria um cenário de insegurança e alto risco tributário para empresários que simplesmente aceitam a cobrança sem análise prévia.
Por que planejamento virou obrigação em 2026
O ano de 2026 marca uma virada no sistema tributário brasileiro.
Empresas do Simples que:
distribuem lucros com frequência,
estão em crescimento,
ou possuem sócios com renda elevada,
precisam rever desde já sua estratégia.
Existem mecanismos legais e caminhos técnicos que permitem avaliar, reorganizar e estruturar a forma como essa nova tributação será aplicada. Mas essas decisões não são automáticas, dependem da realidade de cada empresa.
Sem planejamento, o empresário corre o risco de:
pagar imposto indevidamente,
comprometer o caixa,
ou perder oportunidades legais de economia tributária.
Conclusão
A reforma da tributação da renda é real. Mas o impacto dela sobre a sua empresa depende das escolhas feitas agora.
Empresários que se antecipam, analisam seus números e estruturam sua operação com orientação especializada entram em 2026 com muito mais segurança, previsibilidade e vantagem competitiva.
Planejamento tributário deixou de ser opção. Em 2026, ele se tornou estratégia de sobrevivência e crescimento.
📌 Agende uma conversa com nossa equipe e descubra quais estratégias fazem mais sentido para o seu negócio dentro do novo cenário tributário.




Comentários